Blog do Jojó

Um espaço para compartilhar com amigos, alunos e curiosos sobre filosofia, vida, trabalho, amor, esporte e Yôga.

Evitando conflitos

Dezembro 12th, 2012

DiscussãoRecebia em Floripa alguns amigos de Porto Alegre. Eles estavam hospedados em uma pousada em Jurerê, praia próxima ao centro da cidade, e volta e meia, nos reuníamos em algum bom restaurante para compartilhar boa comida e ótima conversa.

Um destes encontros foi realizado em uma famosa trattoria, muito bem frequentada pelos ilhéus, ou seja, nativos da Ilha de Santa Catarina. Na hora de eleger o prato, não me fiz de rogado, e ao perceber que um dos convivas titubeava entre tantas opções do cardápio, indiquei o meu prato favorito na casa:

Reciprocidade.

Dezembro 5th, 2012

bonobos

Os zoólogos, observando primatas em cativeiros, notaram a intensa troca de favores entre chimpanzés  e com a intenção explícita de aumentar o leque de vantagens competitivas dos negociantes.

Não é diferente na sociedade dos primatas bípedes  pelados, dos homo sapiens. Aproximamo-nos ou  nos afastamos das pessoas na medida em que a  relação que construímos com cada uma delas nos traga alguma vantagem ou não.

E não estamos apenas falando de interesse financeiro. Este é apenas uns dos muitos interesses que consideramos importantes. Mas existem muitos outros, tais como bom humor, capacidade de ouvir as pessoas, generosidade, solidariedade, lealdade, cultura, boa rede de relacionamentos etc.

Todo o tempo, nosso cérebro ancestral, uma parte muito primitiva da nossa massa encefálica e que não mudou nos últimos 10 mil anos, permanentemente esquadrinha o meio ambiente a procura de vantagens que garantam a sobrevivência individual, de sua prole ou grupo.

Este processo de busca de prerrogativas competitivas funciona para muito além da consciência, é uma ferramenta evolutiva característica dos mamíferos e faz parte do kit de preservação das espécies. Portanto, está presente na sociedade dos leões, das hienas, dos gorilas e dos humanos também.

Mas o indivíduo que busca vantagens, como em qualquer negociação, deve oferecer sempre algo em troca. Pessoas que nada tem a acenar, apresentando um comportamento vampirizador, rapidamente são identificadas e excluídas.

Alguns sinais externos deste perfil comportamental são a autopiedade, mau humor, introversão, ciúmes, hostilidade gratuita, usura e incapacidade de se colocar no lugar do outro.

Cada um de nós, na nossa humilde opinião, deve tornar-se um epicentro de muitos valores de intercâmbio, compartilhados e disseminados, que se conduzidos com a ética tornará a sociedade humana cada vez mais forte, generosa, rica em valores, influência e poder gregário.

 

Bíjá e eu – a história de uma labradora Golden Retriever e seu apaixonado pai humano

Julho 30th, 2012
 

Bíjá e Jojó

 

 

 

 

Jojó e Bíjá

Li apenas os três primeiros capítulos do livro Marley e Eu. Senti-me desconfortável com tanto amadorismo e incompetência do autor ao adquirir um cachorro. E como contrapeso, gostaria de compartilhar com você minha experiência diametralmente oposta.

Sempre quis adquirir um cão, mas imaginava, e com razão, que daria muito trabalho. A progênie Golden Retriever, um labrador peludo e gentil, sempre me atraiu, mas como está catalogado nas raças gigantes, meu foco direcionou-se, inicialmente, para outras, mais ajustáveis as dimensões de um apartamento.

Iniciei o projeto de adquirir um Canis familiaris escolhendo um nome que fosse pequeno, fácil de memorizar e representasse algo com que me identificasse. A denominação elegida foi Bíjá, termo sânscrito que significa semente, numa alusão aos sons-sementes dos chakras, centros de força que o Yôga Antigo trabalha com o intuito de alavancar a evolução humana. Mas também como uma referência a semente de carinho, amor e lealdade, característica da raça Golden Retriever.

Curitiba que eu amo

Setembro 14th, 2011

Curitiba, a cidade fria mais quente que conheço.

Com sua gente loira, suas ruas ordenadas,

seus ótimos restaurantes,

sua cara de Europa brasileira.

É junto com uma egrégora da Nossa Cultura,

linda, comprometida e realizadora

que o Jojó e Vivi passarão o próximo fim de semana.

Cursos e sádhanas do fim de semana com o Jojó

Sábado

- 16 horas – Alto da XV – Vásana & Tapas

Domingo

- 11 horas – Champanhat – Sádhana ortodoxo –

- 16 horas – Batel – Chakra sadhana – só para Instrutores

 

DeRose: um trishúla vivo

Maio 18th, 2011

DeRose PXB 6

DeRose é a encarnação de um trishúla. Como seu discípulo há mais de trinta anos pude sentir na pele, enumeras vezes, a sua capacidade de motivar as pessoas a se superarem.
Tem entre tantas habilidades incomuns, uma capacitação surreal para identificar o erro. Quando se tem o privilégio de estar perto dele, observamos que, por onde passa, sinaliza a falha e sugere a melhoria, em um movimento contínuo pelo melhoramento, superação.
Sua abençoada insistência pelo qualidade máxima, resultou em um pull de produtos oferecidos pela Nossa Cultura que impressionam os que não estão acostumados: os nossos livros, por exemplo, além de uma diagramação e textos impecáveis, diferenciam-se pelo essência fixadora Carezza colocado na tinta de impressão, deixando-os suavemente perfumado. A nossa medalha com o ÔM, as capas dos nossos CDs, as embalagens do incenso Kali-Danda e do próprio Carezza são alguns outros modelos de cuidado com a qualidade extrema.
Como instrumento evolutivo é muito forte, desafiador e transformador para aqueles que, como educandos, se submeter a lâmina afiado do Educador e Mestre.
Conviver com DeRose nestes anos todos, me demonstrou o por quê que tantos praticantes de Yôga, todos ocidentais, escolhem Mestres de Yôga já falecidos. É que não suportariam a provação de receber as inevitáveis admoestações de um Mestre vivo. E são estes sádhakas, tradicionalmente, os que falam sobre a tal “dissipação do ego”. Ego este que não têm a maturidade para metabolizar as  repreensões e vislumbrar o amor por detrás destas.
Afinal de contas, só muito afeto e senso de missão faria uma pessoa agüentar reeducar pacientemente, e às vezes, sem paciência, tantos discípulos por mais de 50 anos!
E como aprendizes, temos que estar agradecidos por cada indicativo de aprimoramento. Este é o mais poderoso instrumento evolutivo de um discípulo. É o maior de todos as modalidades de prática. E precisamos estar alertas, pois como nunca paramos de nos aperfeiçoar e aprender, devemos nos preocupar quando, por algum motivo, o Mestre cessa de nos repreender. Provavelmente, desistiu de nós. Este é um momento terrível.
Para aqueles que não conhecem o Educador DeRose, é importante frisar que sempre primou pelo cuidado e cortesia na relação Mestre e discípulo. Este casamento, em verdade, é soberanamente lembrado, por todos nós, seus supervisionados, muito mais pelos momentos de cumplicidade, companheirismos e boas risadas, do que pelas correções de hábitos e valores.
Além, disso, cada vez que temos a regalia de desfrutar de seus cursos, que hoje ministra por toda a América Latina e Europa, aprendemos tanto, recebemos tanto conhecimento que, inevitavelmente, reafirma-se no coração de cada acólito, a bênção de desfrutarmos da presença viva de um autêntico Mestre de Yôga.

Para quem não sabe, trishúla alude a uma arma de guerra na forma de tridente,  utilizada na  Índia há milênios. Também refere a Shiva, o criador do Yôga, no seu  aspecto destruidor de  avidya, a ignorância da totalidade da nossa natureza.

DeRose é a encarnação de um trishúla. Como seu discípulo há mais de trinta anos pude  sentir  na pele, enúmeras vezes, a sua capacidade de motivar as pessoas a se superarem.

Tem entre tantas habilidades incomuns, uma capacitação surreal para identificar o erro.  Quando se tem o privilégio de estar perto dele, observamos que, por onde passa, sinaliza a falha e sugere a melhoria, em um movimento contínuo pelo melhoramento, superação.

Sua abençoada insistência pela qualidade máxima, resultou em um pull de produtos oferecidos pela Nossa Cultura que impressionam os que não estão acostumados: os nossos livros, por exemplo, além de uma diagramação e textos impecáveis, diferenciam-se pelo essência fixadora Kámala colocado na tinta de impressão, deixando-os suavemente perfumados. A nossa medalha com o ÔM, as capas dos nossos CDs, as embalagens do incenso Kali-Danda e do próprio Kámala são alguns outros modelos de cuidado com a qualidade extrema.

Como instrumento evolutivo é muito forte, desafiador e transformador para aqueles que, como educandos, se submeter a lâmina afiada do Educador e Mestre.

Conviver com DeRose nestes anos todos, me demonstrou o porquê que tantos praticantes de Yôga, todos ocidentais, escolherem Mestres de Yôga já falecidos. É que não suportariam a provação de receber as inevitáveis admoestações de um Mestre vivo. E são estes sádhakas, tradicionalmente, os que falam sobre a tal “dissipação do ego”. Ego este que não têm a maturidade para metabolizar as  repreensões e vislumbrar o amor por detrás destas.

Afinal de contas, só muito afeto e senso de missão faria uma pessoa aguentar reeducar pacientemente, e às vezes, sem paciência, tantos discípulos por mais de 50 anos!

E como aprendizes, temos que estar agradecidos por cada indicativo de aprimoramento. Este é o mais poderoso instrumento evolutivo de um discípulo. É o maior de todas as modalidades de prática. E precisamos estar alertas, pois como nunca paramos de nos aperfeiçoar e aprender, devemos nos preocupar quando, por algum motivo, o Mestre cessa de nos repreender. Provavelmente, desistiu de nós. Este é um momento terrível.

Para aqueles que não conhecem o Educador DeRose, é importante frisar que sempre primou pelo cuidado e cortesia na relação Mestre e discípulo. Este casamento, em verdade, é soberanamente lembrado, por todos nós, seus supervisionados, muito mais pelos momentos de cumplicidade, companherismo e boas risadas, do que pelas correções de hábitos e valores.

Além, disso, cada vez que temos a regalia de desfrutar de seus cursos, que hoje ministra por toda a América Latina e Europa, aprendemos tanto, recebemos tanto conhecimento que, inevitavelmente, reafirma-se no coração de cada acólito, a bênção de desfrutarmos da presença viva de um autêntico Mestre.

Uma deliciosa discussão com o Mestre DeRose na Índia

Janeiro 3rd, 2011

Quando participei da primeira viagem a Índia, em 1980, com o Mestre DeRose, um dos locais que visitamos foi o Yôga Institute Santa Cruz, localizado em Santa Cruz East, em Bombay, no Estado de Maharashtra. Na época, esta instituição, sob a orientação de Shrí Yogêndra, era  uma das mais badaladas escolas desta filosofia arcaica da Índia. Ficamos quase uma semana neste instituto, praticando e estudando. O grupo, de aproximadamente trinta participantes, era na sua maioria, constituído de Instrutores do Método e recebemos orientação para mantermos uma atitude discreta, evitando demonstrar que tínhamos um Mestre entre nós ou que praticávamos uma outra modalidade de Yôga.

Ficamos hospedados no instituto, participando normalmente da rotina da ashram, que incluía acordar as

Mi Buenos Aires querida

Março 29th, 2010

Folder Argentina grupo Visito Buenos Aires desde 1998. Todos os anos tenho o prazer de  ministrar cursos  nesta cidade linda e que me encanta cada vez mais.

Tanto, que foi uma das pouquíssimas cidades que já fui a passeio e não  a trabalho.  Adoro a comida com suas medialunas frescas, os mais de    quarenta tipos de queijos, os restaurantes italianos centenários, o pão  e o sorvete fantástico. Gosto muito da melancolia do tango, agora  revigorado, e dos seus ícones trágicos como Perón e Maradona. Amo  Quino e sua Mafalda.

Mas o que mais gosto é da egrégora do Nosso Método, com seus mais de mil praticantes super identificados e os queridíssimos Diretores  de Unidades, Yael Bracesat, Diego Ouje, Sol Montenegro, Luciano López, Lucia Gagliardini e Silvina Tenebaun.  Mas principalmente pelo amigo e parceiro de tantas aventuras, risadas e muito, muito trabalho, o Mestre Edgardo Caramella.

A história do Yôga na Argentina se divide em antes e depois de Ed ter escolhido abrir mão da segura vida de funcionario público das aduanas argentinas para seguir seu Mestre e o Método DeRose. Foram muitos anos  de chumbo, de esforço absoluto para expandir nossa Proposta Cultural. Vinte anos depois, além do título de Mestre, quatro livros publicados, e a admiração de milhares de praticantes em muitos paises, Edgardo consolidou uma liderança natural na Nossa Cultura, sendo o presidente do excelto Colegiado dos Presidentes de Federação.

Edgardo é um amigo tardio, ou seja, nos conhecemos quando já nos aflorava o branco aos nossos poucos cabelos. Como é muito gentil, culto e engraçado, a convivência com ele é sempre muito prazerosa e de agradável cumplicidade,  e passamos horas conversando, mateando e rindo sem cansar-nos.

Eis alguns bons motivos que fazem de Buenos Aires, assim como Porto Alegre,  algumas das minhas cidades preferidas.

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