Blog do Jojó

Um espaço para compartilhar com amigos, alunos e curiosos sobre filosofia, vida, trabalho, amor, esporte e Yôga.

Reciprocidade.

Dezembro 5th, 2012

bonobos

Os zoólogos, observando primatas em cativeiros, notaram a intensa troca de favores entre chimpanzés  e com a intenção explícita de aumentar o leque de vantagens competitivas dos negociantes.

Não é diferente na sociedade dos primatas bípedes  pelados, dos homo sapiens. Aproximamo-nos ou  nos afastamos das pessoas na medida em que a  relação que construímos com cada uma delas nos traga alguma vantagem ou não.

E não estamos apenas falando de interesse financeiro. Este é apenas uns dos muitos interesses que consideramos importantes. Mas existem muitos outros, tais como bom humor, capacidade de ouvir as pessoas, generosidade, solidariedade, lealdade, cultura, boa rede de relacionamentos etc.

Todo o tempo, nosso cérebro ancestral, uma parte muito primitiva da nossa massa encefálica e que não mudou nos últimos 10 mil anos, permanentemente esquadrinha o meio ambiente a procura de vantagens que garantam a sobrevivência individual, de sua prole ou grupo.

Este processo de busca de prerrogativas competitivas funciona para muito além da consciência, é uma ferramenta evolutiva característica dos mamíferos e faz parte do kit de preservação das espécies. Portanto, está presente na sociedade dos leões, das hienas, dos gorilas e dos humanos também.

Mas o indivíduo que busca vantagens, como em qualquer negociação, deve oferecer sempre algo em troca. Pessoas que nada tem a acenar, apresentando um comportamento vampirizador, rapidamente são identificadas e excluídas.

Alguns sinais externos deste perfil comportamental são a autopiedade, mau humor, introversão, ciúmes, hostilidade gratuita, usura e incapacidade de se colocar no lugar do outro.

Cada um de nós, na nossa humilde opinião, deve tornar-se um epicentro de muitos valores de intercâmbio, compartilhados e disseminados, que se conduzidos com a ética tornará a sociedade humana cada vez mais forte, generosa, rica em valores, influência e poder gregário.

 

O nosso Yôga e a superação dos instintos

Junho 24th, 2011

Yôga é domínio sobre a natureza.

Quando olhamos o sádhana, a prática diária, sobre este ângulo, algumas interessantes associações podem ser feitas.

Uma é de que dissolvemos para sempre, em nós, o rótulo utilitário, de benefícios, imposto ao Yôga pela mídia e a opinião pública.

Um bom exemplo é ao executar um ásana, procedimento orgânico, notadamente tão coligado à atividade física, flexibilidade etc. Quando se aplica uma intenção à mentalização enquanto se permanece no ásana, projetamos a posição psico-física para muito além do emprego do azul para sedar ou o laranja para tonificar, modelo ampla e unanimemente usado nas orientações do Instrutor
em classe.

CURSO VÁSANÁ COM 60 PARTICIPANTES!

Junho 6th, 2011

Sob todos os aspectos, um curso com muita gente é uma super motivação adicional para qualquer ministrante.

E foi o que tivemos no curso Vásaná, organizado em conjunto pelas Unidades Anália Franco, Paes de Barros e Morumbi. Impecavelmente organizado, a atmosfera de cumplicidade entre as Unidades cooperadas era visível e bonito de se ver. O curso foi realizado em um hotel e enchemos a sala de eventos.

Grato, queridos amigos pelos cuidados e pela companhia. Beijojó!

DeRose: um trishúla vivo

Maio 18th, 2011

DeRose PXB 6

DeRose é a encarnação de um trishúla. Como seu discípulo há mais de trinta anos pude sentir na pele, enumeras vezes, a sua capacidade de motivar as pessoas a se superarem.
Tem entre tantas habilidades incomuns, uma capacitação surreal para identificar o erro. Quando se tem o privilégio de estar perto dele, observamos que, por onde passa, sinaliza a falha e sugere a melhoria, em um movimento contínuo pelo melhoramento, superação.
Sua abençoada insistência pelo qualidade máxima, resultou em um pull de produtos oferecidos pela Nossa Cultura que impressionam os que não estão acostumados: os nossos livros, por exemplo, além de uma diagramação e textos impecáveis, diferenciam-se pelo essência fixadora Carezza colocado na tinta de impressão, deixando-os suavemente perfumado. A nossa medalha com o ÔM, as capas dos nossos CDs, as embalagens do incenso Kali-Danda e do próprio Carezza são alguns outros modelos de cuidado com a qualidade extrema.
Como instrumento evolutivo é muito forte, desafiador e transformador para aqueles que, como educandos, se submeter a lâmina afiado do Educador e Mestre.
Conviver com DeRose nestes anos todos, me demonstrou o por quê que tantos praticantes de Yôga, todos ocidentais, escolhem Mestres de Yôga já falecidos. É que não suportariam a provação de receber as inevitáveis admoestações de um Mestre vivo. E são estes sádhakas, tradicionalmente, os que falam sobre a tal “dissipação do ego”. Ego este que não têm a maturidade para metabolizar as  repreensões e vislumbrar o amor por detrás destas.
Afinal de contas, só muito afeto e senso de missão faria uma pessoa agüentar reeducar pacientemente, e às vezes, sem paciência, tantos discípulos por mais de 50 anos!
E como aprendizes, temos que estar agradecidos por cada indicativo de aprimoramento. Este é o mais poderoso instrumento evolutivo de um discípulo. É o maior de todos as modalidades de prática. E precisamos estar alertas, pois como nunca paramos de nos aperfeiçoar e aprender, devemos nos preocupar quando, por algum motivo, o Mestre cessa de nos repreender. Provavelmente, desistiu de nós. Este é um momento terrível.
Para aqueles que não conhecem o Educador DeRose, é importante frisar que sempre primou pelo cuidado e cortesia na relação Mestre e discípulo. Este casamento, em verdade, é soberanamente lembrado, por todos nós, seus supervisionados, muito mais pelos momentos de cumplicidade, companheirismos e boas risadas, do que pelas correções de hábitos e valores.
Além, disso, cada vez que temos a regalia de desfrutar de seus cursos, que hoje ministra por toda a América Latina e Europa, aprendemos tanto, recebemos tanto conhecimento que, inevitavelmente, reafirma-se no coração de cada acólito, a bênção de desfrutarmos da presença viva de um autêntico Mestre de Yôga.

Para quem não sabe, trishúla alude a uma arma de guerra na forma de tridente,  utilizada na  Índia há milênios. Também refere a Shiva, o criador do Yôga, no seu  aspecto destruidor de  avidya, a ignorância da totalidade da nossa natureza.

DeRose é a encarnação de um trishúla. Como seu discípulo há mais de trinta anos pude  sentir  na pele, enúmeras vezes, a sua capacidade de motivar as pessoas a se superarem.

Tem entre tantas habilidades incomuns, uma capacitação surreal para identificar o erro.  Quando se tem o privilégio de estar perto dele, observamos que, por onde passa, sinaliza a falha e sugere a melhoria, em um movimento contínuo pelo melhoramento, superação.

Sua abençoada insistência pela qualidade máxima, resultou em um pull de produtos oferecidos pela Nossa Cultura que impressionam os que não estão acostumados: os nossos livros, por exemplo, além de uma diagramação e textos impecáveis, diferenciam-se pelo essência fixadora Kámala colocado na tinta de impressão, deixando-os suavemente perfumados. A nossa medalha com o ÔM, as capas dos nossos CDs, as embalagens do incenso Kali-Danda e do próprio Kámala são alguns outros modelos de cuidado com a qualidade extrema.

Como instrumento evolutivo é muito forte, desafiador e transformador para aqueles que, como educandos, se submeter a lâmina afiada do Educador e Mestre.

Conviver com DeRose nestes anos todos, me demonstrou o porquê que tantos praticantes de Yôga, todos ocidentais, escolherem Mestres de Yôga já falecidos. É que não suportariam a provação de receber as inevitáveis admoestações de um Mestre vivo. E são estes sádhakas, tradicionalmente, os que falam sobre a tal “dissipação do ego”. Ego este que não têm a maturidade para metabolizar as  repreensões e vislumbrar o amor por detrás destas.

Afinal de contas, só muito afeto e senso de missão faria uma pessoa aguentar reeducar pacientemente, e às vezes, sem paciência, tantos discípulos por mais de 50 anos!

E como aprendizes, temos que estar agradecidos por cada indicativo de aprimoramento. Este é o mais poderoso instrumento evolutivo de um discípulo. É o maior de todas as modalidades de prática. E precisamos estar alertas, pois como nunca paramos de nos aperfeiçoar e aprender, devemos nos preocupar quando, por algum motivo, o Mestre cessa de nos repreender. Provavelmente, desistiu de nós. Este é um momento terrível.

Para aqueles que não conhecem o Educador DeRose, é importante frisar que sempre primou pelo cuidado e cortesia na relação Mestre e discípulo. Este casamento, em verdade, é soberanamente lembrado, por todos nós, seus supervisionados, muito mais pelos momentos de cumplicidade, companherismo e boas risadas, do que pelas correções de hábitos e valores.

Além, disso, cada vez que temos a regalia de desfrutar de seus cursos, que hoje ministra por toda a América Latina e Europa, aprendemos tanto, recebemos tanto conhecimento que, inevitavelmente, reafirma-se no coração de cada acólito, a bênção de desfrutarmos da presença viva de um autêntico Mestre.

A Revolução Silenciosa – parte 3 – O Yôga e o Mestre D´Armas

Março 23rd, 2011

(Continuação da semana anterior)

Um trabalho sério

DeRose, o codificador do Yôga Antigo, atingiu o samádhi nos anos sessentas. Uma vez alcançada a meta, faltava terminar de sistematiza-lo, conforme relata no seu livro Quando é preciso ser forte (Ed. Nobel). Esta codificação levou quarenta anos para se completar, e ao final o que se viu foi o resgate da forma mais autêntica, potente, bela e ancestral de praticar esta filosofia milenar: o Método DeRose.

Nestes quarenta anos o seu codificador escreveu mais de vinte livros sobre assuntos sempre relacionados ao Proto-Yôga, formou cerca de cinco mil instrutores, introduziu cursos de formação de instrutores de Yôga nas mais importantes universidades brasileiras, sul americanas e européias, fundou uma dezena de federações estaduais e centenas de escolas de Yôga por todo o mundo.

A Revolução Silenciosa – parte 1 – O Yôga e o caboclo

Março 2nd, 2011

Os únicos limites estão dentro do ser humanos.
Nada ou ninguém nos impossibilita de conquistarmos o que quer que desejemos

A realidade do Yôga no mundo

Milhões de pessoas praticam Yôga em todo o mundo. Nos Estados Unidos, estima-se em 10 milhões de praticantes. O Brasil não fica atrás: são cinco milhões e mais de 40 métodos diferentes desta filosofia prática de vida.

Dentro desta torre de babel está o SwáSthya, codificado pelo Mestre DeRose na década dos sessentas e com aproximadamente 50 mil praticantes, tornando-o a modalidade com a maior concentração de adeptos no País.

Esse texto tem como objetivo esclarecer ao Leitor, numa linguagem clara e acessível, as dúvidas genéricas sobre este ensinamento, específicas sobre o Método e sobre as vantagens competitivas que implicam o hábito da prática diária dessa filosofia no mundo moderno.

Grato, Pat e Flávio!

Janeiro 24th, 2011

Este fim de semana, estive em Sampa ministrando curso sobre yôganidrá, numa organização conjunta das Unidades Anália Franco e Paes de Barros, dirigidos respectivamente pelo Prof. Flávio Moreira e instrutora Pat Mezzomo. Com 40 participantes,  o curso estava impecável, organizados pelas Instrutoras Gisele Correa e Grace Leal.

O aspecto que mais me impressionou foi o coeficiente de atenção, interesse e participação do grupo, facilitando muito o trabalho do ministrante e motivando-o. Foi muito prazeroso. Grato Pat e Flavio, pela qualidade dos alunos. Um forte abraço do Jojó.

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