Blog do Jojó

Um espaço para compartilhar com amigos, alunos e curiosos sobre filosofia, vida, trabalho, amor, esporte e Yôga.

US$ 100 bilhões em prejuízos anuais – Método DeROSE nas Empresas – parte II

Janeiro 21st, 2013

Extraído do livro Método DeROSE nas Empresas

O custo do trabalho

Primatas humanos desajustados ao ambiente de trabalho, ficam infelizes e adoecem. A revista Fortune, na sua edição de 1982, identificava, já naquela época, uma progressiva redução da taxa média de lucratividade, à medida que aumentava a taxa de custos com assistência médica entre as quinhentas maiores empresas do mundo. E as projeções futuras eram que, em cinco anos, os custos médios seriam iguais aos lucros, e depois deste ponto, excederiam os lucros.

Não se tem conhecimento de algum chimpanzé ou gorila com Lesão por Esforço Repetitivo (L.E.R.), também conhecida como Distúrbio Osteo-muscular Relacionado ao Trabalho (D.O.R.T).  Esta é uma doença humana moderna, originada da sistematização do trabalho e que aflige milhões de indivíduos em todo o mundo.

Desde 1981, lesões por esforço repetitivo já eram as campeãs como principais causas de afastamentos do trabalho nos EUA. Na época, o National Council of Compensation avaliou que um único tratamento de coluna custa apro­xima­da­mente US$ 24.000, e um tratamento de um caso de síndrome do túnel do carpo custa US$ 29.000.

Labor X Primatas – Método DeROSE nas Empresas – parte I

Janeiro 14th, 2013

(Extraído do livro Método DeROSE nas Empresas)

As empresas, grandes, média ou pequenas, simbolizam a síntese da civilização. Tudo o que o ser humano necessita é imaginado, elaborado, aprimorado, desenvolvido e distribuídos por elas, sejam elas de serviços ou produtos.

Mais do que isso: estamos imersos em uma realidade onde nascemos em uma organização denominada maternidade, somos educados em outra batizada escola, aprendemos uma profissão em uma empresa chamada universidade, casamos em outra conhecida como igreja e trabalhamos dentro de uma ou mais organizações por toda a nossa vida útil. Quando adoecemos somos cuidados por uma delas e quando morrermos, seremos enterrados por outra.

A Nova Humanidade – 2a parte – a educação: adestramento para a sobrevivência

Janeiro 7th, 2013

Olhe uma leoa ensinando seu filhote a caçar. Os maneirismos e os truques são treinados à exaustão até a cria estar pronta para seguir sozinha. Então a mãe a larga para o mundo. A leoa nada mais está fazendo do que educar.

Quando tive meu primeiro filho, me senti imobilizado, apavorado. Olhava para ele e o via como uma tela branca, sobre a qual poderia construir uma obra abstrata ou clássica, mas depois de terminada, não teria como voltar.

Perguntava-me:

- O que ensinar ao meu filho, se esta escolha o influenciará e moldará para sempre, modelando suas escolhas no futuro?

A Nova Humanidade: 1a parte – as crenças

Janeiro 1st, 2013

Há 210 milhões de anos os mamíferos viviam à sombra dos dinossauros. A presença agressiva destes grandes répteis dominava a cena evolutiva, não permitindo a eles desenvolverem-se, tanto em tamanho (ser pequeno era uma vantagem, pois diminuía a chance de ser visto por um Tiranossauro Rex) quanto na variação de espécies.

Por volta de 160 milhões de anos atrás, provavelmente uma catástrofe provocada por um asteróide ou um cometa extinguiram os dinossauros, dando a super classe mammalia, uma oportunidade evolutiva sem igual. E eles aproveitaram.

A partir daí, sem a presença ameaçadora dos grandes répteis, os mamíferos multiplicaram-se e mudaram progressivamente sua anatomia:

  • Há cerca de 150 milhões de anos atrás a sua caixa craniana se expandiu e desenvolveu a audição ofertando um diferencial competitivo em relação aos répteis, por exemplo, que ouvem muito mal;
  • Há 120 milhões de anos, os mammalias desenvolveram os dentes tribofênicos que lhes permitiram uma dieta mais variada e melhor assimilação, aumentando com isso a longevidade;

Uma motivadora visão do trabalho

Dezembro 17th, 2012

A História do Trabalho

Quando observamos um guepardo identificando, escolhendo, espreitando, correndo atrás da presa e abatendo-a, ou um executivo, um médico, engenheiro, ou um servente de pedreiro exercendo a sua atividade profissional, nada mais são do que mamíferos exercitando o ofício básico de todos os seres vivos: garantir a sua sobrevivência.

A partir deste ponto de vista básico, ao deslizar a atenção sobre a história da atividade laboral do Homo sapiens desde a pré-história, acompanhando as profundas modificações sofridas pelo trabalho em 130 mil anos de aprimoramento da espécie, compreende-se a intrincada rede de necessidades hominais, que vai muito além da pura e simples sobrevivência. Além de buscar incessantemente o que comer, dormir e vestir, a vida humana contemporânea exige reconhecimento, conforto e status, o que demanda muito mais esforço e aptidões de todos nós

Escolhas e o canteiro budista

Novembro 27th, 2012

pegadas Conta a lenda, que em um mosteiro budista existia um canteiro de areia. Localizado no átrio  central, a superfície do canteiro era mantida impecavelmente lisa por um grupo de acólitos.  Portando rastilhos de bambu, com cerdas finas como fios de cabelo, estes se sentavam em torno  do grande tanque de pedra, atentos a qualquer alteração no nivelamento arenoso.

Seu trabalho era constante, pois além das alterações climáticas, o canteiro sofria diariamente mudanças com um dos exercícios de meditação característico daquele mosteiro e diariamente exercitado pelos discípulos: cruzar lenta e concentradamente, descalços, o quadrado de areia.

Pelo menos uma vez por dia, cada monge fazia este trajeto. Caminhava contrito até a entrada do  canteiro com os olhos focados neste, respirava profundamente e depois pé ante pé, com o maior  cuidado, realizava a travessia. Chegando ao término de sua jornada, invariavelmente olhava  para trás, para as pegadas que marcavam a sua trajetória e com um suspiro de leve desapontamento, voltava as costas para o grande tabuleiro e afastava-se para o interior do  mosteiro.

Repressão & Condicionamentos – uma reflexão

Setembro 28th, 2012

O assunto condicionamentos é recorrente em nossas palestras e cursos, já que o tema parece fundamental para entendermos o Yôga como uma ferramenta de libertação.

- Mas que libertação é essa? – Exatamente deles, dos condicionamentos.

Pondero que a compreensão da:

1. Importância e função dos condicionamentos na evolução das espécies, e

2. Como eles modelam nossa visão da realidade, influenciando nossas escolhas que constroem o nosso karma, são essenciais para elaborarmos a maneira como lidaremos com o Yôga, tanto como prática e enquanto filosofia.

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