Extraído do livro Yôganidrá – o relax consciente do Yôga Antigo – Joris Marengo
A palavra yôganidrá contém o termo nídra que significa sono em sânscrito. Poderíamos então traduzir o termo para o português como o Yôga do sono. Porém, esta tradução é contraproducente. Principalmente para o leigo ou aluno iniciante, pois associaria a técnica com sono, alienação, letargia ou inconsciência, e o yôganidrá é o oposto disto tudo.
Encontrando suas raízes nos Tantra Shástras, escrituras multimilenares do Hinduísmo, nas práticas pré-arianas de nyása, o yôganidrá é uma poderosa técnica de autoconhecimento através da reprodução de um estado neurofisiológico que simula o sono profundo, porém, totalmente consciente. Também denominado de vigilância serena ou sono psíquico, só pode denominar-se técnica de descontração enquanto o praticante mantem-se lúcido e acordado. No momento em que o educando dorme, o treinamento transforma-se em um mero exercício de relaxamento, perdendo-se os incríveis desdobramentos físicos, emocionais, energéticos e mentais,
No SwáSthya definimo-lo com técnica de descontração consciente, que permite a assimilação e manifestação dos efeitos dos angas precedentes do ashtánga sádhana, a poderosa prática óctupla característica do Método DeRose de Yôga avançado.
Yôganidrá versus relaxamento
Muitas sistemas destra filosofia arcaica utilizam algo semelhante ao yôganidrá, denominado shavásana, mas que se difere principalmente pelo volume de técnicas associados ao primeiro.
Shavásana, como a denominação já sinaliza, é exclusivamente um ásana, um procedimento orgânico, em que o praticante apenas descansa por alguns instantes, mas não é uma tecnologia de descontração consciente propriamente dita.
Como metodologia de descontração, o yôganidrá não se inclui do conjunto de técnicas da maioria das modalidades de Yôga. Diferente do shavásana, o procedimento de descontração no SwáSthya inclui:
- Mais de vinte posições diferentes para desfrutar da técnica;
- Centenas de estilos musicais para auxiliar no aprofundamento da descontração;
- Variação na aplicação da luminosidade ambiente;
- Riquíssimo acervo na seleção de visualização de cores;
- Tipos diferentes de respiração, associados ao objetivo de cada indução;
- Diferentes perfumes projetados na atmosfera do local em que se realiza a descontração, com poderosa influência sobre o sistema nervoso central;
- Centenas de modelos de indução verbal, extremamente cativantes e que exigem uma formação específica para alcançar os resultados almejados;
- Poderosa reprogramação emocional, com forte impacto sobre os hábitos do praticante, auxiliando-o a substituí-los por outros, mais inteligentes.
(Continua na próxima semana)
