Extraído do livro 5o Aulas Práticas do Yôga Antigo.
Desfrute com música.
1. entrada: relaxe profundamente e abandone-se totalmente, com o corpo imóvel, os olhos fechados e a mente serena. Coloque-se na posição mais confortável que possa encontrar. Daqui por diante, não se mexa mais.
Permaneça lúcido e acordado, ouvindo tudo o que eu disser para filtrar e assimilar somente aquilo que você quiser. Sinta-se à vontade e feliz. Faça uma respiração profunda e relaxe ao expirar. Irradie a descontração para a pele, músculos e nervos superficiais, músculos e nervos profundos, tendões e ossos até a medula.
Soltando, abandonando, descansando o abdômen; os grandes músculos das costas acomodam-se ao chão assim como toda a coluna vertebral, vértebra por vértebra. Depois, expandindo a descontração para os braços, cotovelos, antebraços, mãos e dedos das mãos. Em seguida, partindo do tronco, solte toda a musculatura das coxas, joelhos, panturrilhas, pés e dedos dos pés.
Agora, projetando-se ainda do tronco, o relaxamento atua sobre o pescoço, relaxando carótida e jugular, laringe e faringe e a cabeça; soltando e descontraindo os maxilares, faces, lábios, língua, narinas, globos e músculos oculares, pálpebras, sobrancelhas, a testa sem rugas, o couro cabeludo e as orelhas.
2. utilização:
Enquanto metaboliza os efeitos dos demais angas através deste yôganidrá, imagine-se deitado sobre a grama de um extenso jardim. Sinta seu corpo acomodado, uma suave brisa acariciando a sua pele e o calor ameno do sol lhe aquecendo. Acima, estende-se o céu azul, e ao seu redor, até aonde a vista alcança, crescem milhares de flores, de centenas de espécies diferentes, que formam uma cena deslumbrante de cores e cheiros.
De olhos fechados, você ouve o som dos batimentos das asas dos beija-flores, o zumbido gentil das abelhas e o canto dos pássaros, em uma autêntica sinfonia pastoral.
A aragem delicada traz até você uma variação deliciosa de perfumes de rosa, jasmim e outras, além de pétalas multicoloridas que em movimentos circulares descem e pousam sobre o seu corpo descontraído.
Como em um grande bailado bucólico, sincronize a sua respiração com a leve oscilação das pétalas em suspensão: quando você inala, elas erguem-se e ao expirar, descem. Quando inala, elevam-se e ao exalar, declinam-se.
3. preparação para a saída: “daqui a cinco segundos, ao terminar este relaxamento, você estará com uma expressiva sensação de paz, satisfação, saúde, energia e leveza, com muita disposição, entusiasmo, alegria e bem-estar. Com muita motivação para viver, sorrir, amar e trabalhar”.
4. saída do yôganidrá: “comece agora a retornar ao corpo físico, trazendo a consciência pelos cinco sentidos, do mais sutil ao mais denso: ouvindo melhor os sons em torno, ouvindo melhor a minha voz; inspirando profundamente e sentindo o perfume do ar; movendo a língua, procurando sentir gosto; movendo os lábios; abrindo os olhos e enxergando; movendo o corpo todo, sentindo o tato de todo o corpo, espreguiçando bastante e devolvendo força e vitalidade aos músculos; bocejando, sorrindo e sentando-se para meditar”.
“A parte mais importante do despertamento foi o sorriso”.
O trecho entre aspas foi extraído do CD, Prática Básica, do Sistematizador DeRose.
