No último curso com o Mestre DeRose que assisti em Buenos Aires, entre tantos momentos de desfrute de conhecimento, um me chamou a atenção.
Mencionava um pequeno texto na nossa ficha médica e pela milionésima vez, nos alertou sobre a importância de não utilizar-se o Método como terapia.
- Seja o que o indivíduo tiver dentro de si, isto será exacerbado pela prática – mencionava ele – Ao ser uma pessoa criativa, ficará muito mais criativo. Quando sua característica for a inteligência, tornar-se-á mais inteligente. E ao manifestar sinais de loucura, ampliará a sua insanidade!
Alerto que as palavras proferidas pelo Mestre não foram exatamente estas. Mas muitas coisas encaixaram-se, principalmente com relação ao equivocado uso do Yôga como terapia. Em nosso julgamento, é desastroso usarmos mudrá, pújá, mantra, pránáyáma, kriyá, ásana, yôganidrá e samyama para este fim.
No entanto, por um lado reforça o conceito de poder do Yôga e por outro, atenta que este mesmo Yôga transcende o bem e o mal: é poder puro, podendo ser canalizado para aonde se desejar. Dependerá do que ele encontrar dentro do yôgin. Está aí mais um motivo da importância na aplicação dos filtros: para que tragamos para a Nossa Cultura indivíduos éticos e saudáveis.
A palavra poder origina-se do indo-europeu poti, que era usada para designar o chefe de algum grupo. Derivou para o grego pótis, que significa marido e despotés, que originou déspota e, finalmente para o latim potis, traduzido como poderoso, capaz de.
O termo está fortemente vinculado ao exercício da vontade sobre outras pessoas e conseqüentemente, associado ao despotismo. Porém, quando procuramos no dicionário, vamos encontrar um significado bastante distinto: capacidade ou possibilidade de fazer uma coisa.
Poderíamos expandir este conceito para a capacidade ou possibilidade de exercer a vontade sobre si mesmo? Curiosamente, se compatibiliza com uma modesta, incompleta, porém instigante, no nosso ponto de vista, definição sobre o Yôga que apresentamos em um post anterior: Yôga é a aplicação da vontade sobre a natureza.
Em nossa opinião, os princípios de reeducação comportamental e orgânica propostos pelo Método DeRose, encaixam-se como uma luva nas definições de poder citadas acima, relembrando-nos dos aspectos de força, poder e energia característicos do Sistema DeRose de aprimoramento integral.
Etiquetas: DeRose, evolução, felicidade, Jojó, Joris Marengo, sádhana, SwáSthya, Yôga, Yôga Antigo













Gostei do texto. Sendo que nós somos “natureza”, então ” a aplicação da vontade sobre a natureza”, seria sobre nós mesmos, certo? beijos
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jojo Reply:
Novembro 25th, 2011 at 6:50
Isto mesmo, querida. Bjos
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