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O blog do Jojó
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Fernanda Ávila
Padeiro de Sevilha

Ásana, tensão muscular e energia viva – 2a. parte

(Continuação do post anterior)

O custo energético das tensões musculares

Músculos com hipertonia (contração muscular) exigem uma demanda continuada de energia para manterem-se retraídos. Nada mais é do que energia mal canalizada. Ela permanece contida, estagnada e direcionada para a manutenção de um escudo ou couraça muscular, com o objetivo de defender-nos. O mais trágico é que 90% das ameaças existem apenas no nosso imaginário, sem encontrar ressonância na realidade objetiva.

Como nossa energia é finita, nos sentimos continuamente fatigados e com uma sensação perene de impotência física, emocional e mental.

Partindo desta constatação, fica muito fácil perceber a dificuldade que a grande maioria das pessoas tem de entender o Yôga como fonte de força, poder e energia. Estas palavras não descobrem eco dentro delas!

Acumulamos anos de vida com o foco voltado exclusivamente para o trabalho, a necessidade de reconhecimento, segurança e conforto. São décadas de um life-style com tendência para a ansiedade, a dispersão e a falta de comunicação intra-corporal.  Como conseqüência deste modelo, nossos músculos intercostais, extensores da coluna vertebral, os músculos anteriores e posteriores das coxas, da nuca, costas, faces, braços e outros, sem distinção, sentem uma falta crônica de repouso, de uma tonicidade saudável, descontraída e confortável. Este quadro afeta a respiração, a flexibilidade, a concentração, o sono, o humor, conduzindo-nos para uma vida de baixa qualidade, sem percepção de valor e prioridade.

O ásana e o conceito de energia viva

Mas apesar deste quadro desanimador, padronizado e consumido pela maioria da população, existe luz no fim do túnel: o ásana, procedimento orgânico e parte integrante dos componentes técnicos do Método DeRose.

Também é definido como técnica psicofísica, pelo aporte mental incluído na performance dos mais de 2000 ásanas sistematizados pelo Sistema DeRose de reeducação integral. O desempenho físico é apenas a porta de entrada da efetivação do exercício. Uma vez que o corpo ajuste-se a posição, inicia-se a verdadeira prática, através da aplicação da localização da consciência, respiração coordenada e mentalizações.

Alem de todas estas, uma das características mais marcantes do ásana é a permanência, em oposição ao modelo ocidental de fazer-se movimentos corporais com repetição.

Quando o praticante permanece no ásana, este atua profundamente sobre os fusos musculares, receptores dentro da célula muscular, responsável pelo tônus e proteção contra riscos de distensão. A permanência, aliada à atenção localizada, respiração coordenada e mentalizações, possibilitam ao ásana comunica-se com o fuso muscular, o estimulado a diminuir seu controle defensivo sobre os músculos. Assim, feixes e fibras musculares diminuem os níveis de contratura, alongando-se.

Quando as fibras estendem-se, todo o volume de energia aglutinado para manter a retração muscular por anos a fio, é progressivamente liberado, transformando-se em energia viva. Portanto, quanto maior for a assiduidade às práticas, mais rápida e maior é o montante de energia liberada.

Quando combinamos tempo e freqüência no treinamento dos ásanas, associados aos demais feixes de técnicas da aula característica do método, o resultado é um indivíduo convivendo com um coeficiente de força e energia para muito além da normalidade.

Para encerrar, deixemos para o leitor imaginar sobre que áreas deseja aplicar este poder extra, natural, oriundo da liberação de forças físicas e psíquicas e as conseqüências positivas desta canalização.

3 Comentários a “Ásana, tensão muscular e energia viva – 2a. parte”

  1. Lilian diz:

    Querido Jojó,

    Amo receber toda semana seus textos do BLOG.
    Definitivamente, compile tudo e edite um livro. Você é um autor nato, tanto na escrita clara, objetiva, quanto no conteúdo, sempre muito interessante, instrutivo.
    Que honra poder te-lo na nossa Egrégora. Nós somos os sortudos que podemos viver ao mesmo tempo que você e o nosso querido Mestre DeROSE, vivemos um momento histórico.
    um grande beijo pra vc, pra Vivi e pra Bíja.
    com carinho,

    Lílian do Brooklin

    [Reply]

  2. Que maravilha Jojó, obrigada pela belíssima interpretação. Que bom receber seus conhecimentos mesmo de longe. Beijinhos.

    [Reply]

  3. [...] o restante da matéria clicando http://blogdojojo.com/2011/asana-e-tensao-muscular-e-energia-viva-2a-parte/ stLight.options({publisher:'wp.a436a8a9-f8d0-4ad0-91ba-28777237c730'});var [...]

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