Blog do Jojó

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O nosso Yôga e a superação dos instintos

Junho 24th, 2011

Yôga é domínio sobre a natureza.

Quando olhamos o sádhana, a prática diária, sobre este ângulo, algumas interessantes associações podem ser feitas.

Uma é de que dissolvemos para sempre, em nós, o rótulo utilitário, de benefícios, imposto ao Yôga pela mídia e a opinião pública.

Um bom exemplo é ao executar um ásana, procedimento orgânico, notadamente tão coligado à atividade física, flexibilidade etc. Quando se aplica uma intenção à mentalização enquanto se permanece no ásana, projetamos a posição psico-física para muito além do emprego do azul para sedar ou o laranja para tonificar, modelo ampla e unanimemente usado nas orientações do Instrutor
em classe.

Antes de continuarmos, porém, cabe relembrar a ancestral frase utilizada por DeRose, nas primeiras edições do Prontuário de Yôga Antigo“Yôga é 80%  mental e 20% físico”. Ou seja, o ásana escapa efetiva e definitivamente da condição de exercício físico, quando utilizamos os modelos mentais, protótipos de saúde, longevidade, prosperidade, evolução etc. Antes disso, ousaríamos dizer que ainda não é ásana.

Continuando o raciocínio, note o leitor que o foco está na aplicação da vontade e não simplesmente nas construções de imagens.

Incorporado o conceito de que Yôga é domínio sobre a natureza, o praticante, ao assumir o ásana ou qualquer outra técnica do Nosso Método tais como pránáyáma, kriyá, pújá etc, estará sujeito a adotar uma atitude mental aonde a atenção está voltada em reconstruir o corpo, reeducar a emocionalidade e disciplinar os pensamentos.

Com isso, o praticante da Nossa Cultura remodela-se continuamente, na direção de um arquétipo de perfeição evolutiva, incorporando qualidades, talentos e habilidades que o levem a uma espiral ascendente e continuada de sobrepujança sobre a sua genética, instintos, hábitos e crenças. Ou seja, uma intenção definitivamente afastada dos alvos utilitários.

As reflexões acima expostas, nos parecem uma visão pura de poder, de domínio e que afastam os sádhaka, de sua humanidade tão imperfeita. “O Yôga é um processo de desumanização, de desnaturação do ser humano” já alertava DeRose em seus cursos na década dos oitenta do século passado.

Esta atitude, de auto-superarão dos instintos, pode remodelar também a qualidade, a profundidade e potência das mentalizações, do chayttanya do discípulo. Na maioria dos casos, como desdobramento, a expectativa e a qualidade da vida do educando são dilatadas, a rede e a propriedade das relações interpessoais amplia-se, desembocando naturalmente em consolidação econômica, reconhecimento social e profissional.

Estes são apenas os sinais externos, recorrentes nos praticantes das modalidades de Yôga autênticos, entre os quais incluímos o Nosso Método. Refletem um câmbio, mudança nos registros humanos coletivos, mundanos, normais, atrelados biologicamente apenas a garantir sobre-vivência individual e perpetuação da espécie, e nos quais está submersa a maioria esmagadora da Humanidade. São substituídos por outros, edificados pela ética, civilidade, cidadania, cultura, hábitos alimentares e comportamentais mais sutis, forte reforço gregário, ou seja, os elementos que ensejam a Nossa Proposta Cultural.

 

 

Comments

5 Comments

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  • Erica says on: 1 de Maio de 2010 at 14:27

     

    Me encanto tu artìculo. Como siempre tus palabras producen un efecto movilizador increìble. Gracias.

    [Reply]

  • Anahí says on: 8 de Maio de 2010 at 20:50

     

    Hoje fiquei de passeio pelo seu blog. Acho que nunca tinha entrado. Gostei. Voltarei de vez em quando a ler as novidades. Beijinhos da Anahí :)

    [Reply]

  • Silvia Morimoto says on: 28 de Junho de 2011 at 19:13

     

    Parabéns pelo Blog, sempre com pílulas de sabedoria para nossa alegria.

    Beijos.

    Silvia

    [Reply]

  • Carol Talina says on: 2 de Julho de 2011 at 23:04

     

    Como é bom partilhar de um método tão completo e que realmente faz diferença em nossa vida!

    [Reply]

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